quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Filha Pálida da Lua

Terceiro capitulo                            Duas culturas... Chocam-se... Nasce um amor entre uma mulher branca e um chefe guerreiro Lakota.
A Filha Pálida da Lua
A Filha Pálida da Lua                                               REWADZA TSUMEYWA
                                                                                                                                                  A linda e jovem July se encontrava indefesa e perdida na floresta, após um naufrago, na qual ela e seus pais estavam seguindo naquela embarcação rumo à terra prometida. Após terem entrado naquela simples embarcação, seguiram rio abaixo juntos com outras pessoas que seguiam ao mesmo destino. Seus pais tinham recebido uma proposta de emprego nas minas de um minerador, mas o destino lhe pregou uma peça. Agora ela se encontrava sozinha perdida no meio da mata. Até que, do nada aparece um grupo de guerreiros indígenas, que com um olhar assustador, um dos selvagens percebe que ela se encontrava escondida entre uma moita de salgueiro. Sem forças para se defender, ela encara o selvagem.                                                                                             Lobo Negro encarou a linda mulher assustada, que se levantara e preparava para correr na tentativa de escapar. Aquela filha pálida da lua  lhe roubou o coração. Seria ela a mulher que o grande Pejuta Wichasha,xamã, curandeiro da tribo, lhe havia revelado através de uma visão, na ultima vez em que ele se juntara ao conselho para receber o manto sagrado de pele do lobo negro, e que agora ele se tornara o grande chefe daquela tribo?                                                                                                                                                                                                                             Querida leitora,
Gostaria que você apreciasse esse segundo Romances que escrevi sobre índios, sou apaixonada pelos nativos americanos, e por isso decidi que todos os meus romances serão escritos pensando nesse povo maravilhoso que faz parte de nosso mundo mágico da literatura romântica indígena. Espero satisfazer o seu maior sonho, está na sua imaginação o poder de se sentir-se nos braços fortes desse guerreiro indígena, Lobo Negro.
Um beijo bem grande de sua mais nova autora,                                  Irma Rosa


PRÓLOGO
Sentado em circulo no hocoka,espaço sagrado ,a moda indígena,Lobo Negro,se encontrava no conselho da tribo para ser nomeado pelo grande xamã o novo chefe da tribo. A cerimônia já tinha começado quando o sol ainda estava no alto do céu pai,naquele momento ,já era noite. O Pejuta wishasha,xamã,Orador Grande,espargia  as fumaças de tabaco no ar, e batia com a ponta do tacape no chão ,parte do ritual sagrado, o mesmo em que se repetia  desde seu mais distantes  ancestrais,para escolha do novo chefe que iria suceder Grande Urso,o velho chefe que partira para o céu pai há três luas atrás.
--- Orador Grande, precisa dizer a Lobo Negro, a visão sagrada do sonho que ele teve com o jovem chefe que guiará nosso povo para uma nova caminhada em busca do lugar onde o povo gozará de grande harmonia, abrigo, paz e fartura.
— Qual é o significado de  sua visão? Orador grande fala e Lobo Negro escuta. —Lobo Negro perguntou ao feiticeiro que se manteve em silêncio por alguns ins­tantes. Com o cachimbo na mão direita, e com a esquerda bateu no peito três vezes e respondeu:
— Apenas o espírito sabe, porém duas luas se passarão, até que, os olhos de Lobo negro vejam e seus ouvidos ouçam. Aquela que será trazida pelas águas e que se tornará a mãe de seus filhos e lhe aquecerá seu tapete de dormir quando seus ossos forem se de finando pelos muitos invernos que se terão passado.  — fez uma pequena pausa, depois continuou revendo a visão. —Ela tem a pele branca como a neve presa nos picos das grandes                                                                                                                     montanhas, seus cabelos não são da cor presente na escuridão da noite, mas brilha ao ser tocados pelos raios dourados do Sol.Tem a intensidade azul do Céu Pai,presos nos seus olhos.E fogo nos ossos,lutará ate o fim para escapar dos braços do destino,quando for encontrada e capturada pelo homem que a tornará sua esposa e mãe de seus filhos.
Lobo Negro o olhou com grande admiração. Falou do mais profundo do seu coração:                                                                                                                   — Essa daí será carne da minha carne, e ossos dos meus ossos. Unirei-me a ela na cerimônia de acasalamento, seus mocassins pisarão onde os meus pisarem, seu corpo aquecerá o meu tapete de dormir. Fará os deveres de esposa do chefe da tribo. Eu a tornarei minha para sempre, seus seios serão beijados, e acariciados por minhas mãos, e plantarei em seu ventre a minha semente, sinal da aliança que faço com meu povo a partir de hoje. E seu ventre gerará o meu sucessor que cuidará de guiar o povo Lakota ate outro lhe suceder seu lugar.                                                                                                                    —O espírito do Grande Lobo Negro me revelou que será seu guia e protetor pelo resto de sua vida. Será  seu guardião forte e lhe guiará seus passos, além de garantir a habilidade de conduzir seu povo para os lugares que muitos búfalos habitam, onde o povo terá o que comer e se agasalhar durante a temporada da neve. Em troca, haverá muitas obrigações. — o xamã continuou a revelação.                                                                                                              — Obrigações que cabe ao chefe executá-las com freqüência. Você estará disposto a aceitar o Espírito do Grande Lobo Negro como sua força pessoal? Ser digno de tal honra? Reverenciá-lo diariamente através de sua coragem, suas atitudes e obrigações de defender a tribo dos perigos?
— Sim estarei. — prometeu, o Grande Feiticeiro enlevado com a proteção que teria do grande espírito do Lobo Negro e a honra que teria de ser o chefe do povo Lakota.Faria o possível e o impossível para honrar esse povo e guiá-los com proteção e segurança para os lugares onde teriam comida ,abrigo e lugar para o povo crescerem com paz.— Para mim será uma honra ser o chefe de nossa tribo,e prometo dar o melhor de mim para protegem meu povo,meus ancestrais terão orgulho de mim, e os espíritos que se encontram já em repouso no colo do céu pai ,verão que Lobo Negro não irão decepcioná-los. Respondeu com grande orgulho— Espero  que o povo se ache satisfeito por terem escolhido Lobo Negro como seu chefe e guia protetor, mostrarei sempre digno de terem acreditado em mim.
Lobo Negro agora sabia, que o tempo em que tinha dedicado para preparar-se para ser o novo chefe da tribo tinha valido apena, pois não tinha tomado por esposa nenhuma outra mulher, e era livre para desposar a mulher da visão do Feiticeiro. Sentiu um anseio corroer-lher  a alma, quanto tempo se encontrava sem ter uma mulher em seus braços.                                                                                                                          E agora ficaria esperando com muita ansiedade a hora em que encontraria a mulher da visão.                                                                                                                            Com grande satisfação, o xama balançou a cabeça e deu um forte abraço em Lobo negro.
— A partir desse dia seremos o seu povo e você será nosso chefe ate o dia em que seu filho,por ter alcançado diversas façanhas como você o fez,venha tomar seu lugar.


Capitulo Primeiro

Eram seis horas da manha, o céu ainda estava escuro, com enormes nuvens acinzentadas, salpicadas de branco, quando uma velha embarcação seguira em direção do grande rio que levava ao território de Dakota do Norte. Uma pequena tripulação de pessoas que iriam tentar a sorte nas minas de ouro neste território onde a edificação de um pequeno povoado estava em andamento. Era uma promessa de vida nova para muitos que se encontravam endividados ou sem um teto para morar. July e seus pais se encontravam naquele pequeno barco, iriam trabalhar nas minas de ouro de um senhor bastante influente naquelas regiões, muito se ouvira falar que era uma oportunidade de se conseguir dinheiro para comprar uma habitação e um meio de melhorar de vida. Havia um anuncio escrito num jornal que David Hunter o dono das minas, estava contratando pessoas para trabalhar nas suas minas de ouro, ele teria colocado que pagaria uma quantia boa aos homens e às mulheres que se interessassem a trabalhar cozinhando e lavando as roupas dos mineradores que não tinham esposas.
Estavam na metade do grande rio em meio à floresta, faltando ainda uma longa jornada para chegarem a seu destino, ouvira-se um grande alvoroço, de mulheres e homens gritando sem parar, ao dar-se com o barco de encontro uma enorme cachoeira. Era tarde demais para escaparem, era impossível de  se conseguir desvencilhar-se dela, pois estavam muito em cima, e o vento aumentava a agitação das águas fazendo o barco correr mais rápido do que o devido,precipitando com muita fúria para a cachoeira assassina. Ainda presa ao frio do inverno, a floresta, ao longo das margens, dava a idéia de um vazio esverdeado e sem fim a cor da água gelada do rio.
De repente se ouviu o barulho do casco do barco se partindo em duas partes, e com gritos de horror foram arrastados pelas correntezas e jogados com violência contra aquela cachoeira, e o sonho de uma nova vida se tornara impossível para aquela gente.
— Mamãe, papai! Não me deixem! — gritou July desesperada.                                                                                                                                         Ela mergulhou numa escuridão sem fim quando tudo se apagou em sua volta e ela não se conseguia ver mais nada. Ate o momento em que ela acordara daquele pesadelo, e lembrara-se do que lhe aconteceu, e que se encontrava jogada deitada na beira do rio devido ao náufrago do barco. Com os ombros curvados, July forçou-se a permanecer imó­vel. Levantou os olhos e viu na distância, um grupo isolado de montanhas com seus picos cobertos de neve que se erguia de encontro ao céu coberto de pesadas nuvens escuras. O barulho de pássaros e o piar de uma águia eram assustador. Enormes pinheiros com seus troncos grossos rodeavam dos dois lados as margens do rio. O vento soprava fortemente fazendo seus cabelos se soltarem da presilha, seu vestido longo se encontrava encharcado e cheio de areia e folhas secas, grudando à sua pele que se arrepiava com o frio.                                                   July começou a se mover na tentativa de se levantar, porém seu corpo estava todo dolorido e também se sentia muito fraca, parecia que tinha sido esmagada de encontro ao casco do barco. Naquele lugar o brilho do sol era bastante diferente de sua terra natal, havia apenas uma sombra daquilo que se parecia ser as luzes dele, enormes nuvens escuras povoavam o céu dando a impressão de que viria a qualquer momento uma tempestade. O medo tomou conta de seu coração, sentindo pela primeira vez a impressão de estar totalmente sozinha sem ninguém para ajudá-la.                                                                       Mas espere ai, onde estariam seus pais?   E o resto da tripulação do barco?  Ela lembrou. Pondo-se com dificuldade de pé, ela começou dar uma olhada  por todos os lados, mas, porém   não avistou nada, ninguém por perto, onde teria ido parar todo mundo?Teriam sido arrastados pelas correntezas rio abaixo?                                                                                                                           July deu uma rápida olhada às margens do rio, mas a água se encontrava tão escura que não dava para enxergar praticamente nada no fundo.  Endireitou  o corpo com cuidado, e começou a caminhar, sentia-se muito fraca, não se lembrava da ultima vez que havia comido alguma coisa, mas de repente sentiu uma grande tontura e desfalecendo, caiu com muita força na areia molhada da beirada do rio.                                                                                Minutos passados, ao voltar daquele leve sinapse de inconsciência, ouvira algo se mexendo próximo onde ela se encontrava caída. A impressão era a de que alguma coisa ou alguém estava se aproximando de onde ela se encontrava, com o mínimo barulho possível ouviu o barulho de galhos e folhas secas sendo pisadas suavemente. Seu sentido se pôs em alerta, permanecendo quieta onde estava, sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha dorsal, sentiu um calafrio, medo, melhor dizendo terror, lembranças passadas onde ela era protegida o tempo todo pelo pai, passaram pela sua cabeça, e agora?Onde ele estaria para lhe proteger?Sentiu um grande vazio encher-lhe o peito ao se recordar de momentos felizes passados junto a seus pais, sentia-se sozinha desprotegida, exposta aos perigos daquele lugar em meio aquela estranha floresta selvagem. Mas ainda com os ouvidos apurados tentava descobrir quem estaria causando aquele barulho?Chamou num tom baixinho cheio de medo:
— Papai? Mamãe?
Não houve nenhuma resposta, apenas um assovio de um pássaro estranho soou por perto e foi respondido logo pelo companheiro ainda mais próximo.
Ficou mais uma vez imóvel, mentalizando o som estranho em sua mente, uma sensação de um mau pressentimento veio a perturbar-lhe o coração. Apurou os ouvidos mais ainda e ficou alerta pronta pra se defender se algum daqueles selvagens viesse a atacá-la, percorreu com o olhar a clareira de maneira minuciosa. Mas no peito, o coração disparava a cada som emitido no meio da floresta.
Estava com um mau pressentimento, e o medo de que a qualquer momento algo poderia acontecer-lhe a estava deixando os cabelos da sua nuca e dos braços arrepiados.
July pode sentir uma rajada de vento frio passar por ela, de repente ela soube que seu futuro era algo que não se podia pensar naquele momento de horror e o  medo do futuro. Que de certa forma era algo tão distante quanto aquelas nuvens escuras lá no céu,ela pensou .Um futuro sem seus pais, e que teria que enfrentar agora sozinha, futuro esse muito diferente daquele que haviam planejados juntos com eles.
July rogou uma prece a Deus rezando baixinho, uma sensação de abandono encheu o vazio de seu peito, não sabia se chorava, ou se soltava o grito de desespero que se encontrava preso em sua garganta.                                                                                                                         Mas as lagrimas foram persistentes em silêncio, ela desabou a chorar, jamais se esqueceria dos pais que muito amava, ela iria lutar para procurar seus vestígios, custasse o que custasse iria encontrar alguma coisa que provasse se estariam mortos ou se estavam vivos em algum lugar desconhecido por ela.
Outra vez ela ouviu o assovio do pássaro, sentira outro arrepio percorrer-lhe as entranhas, seus olhos passaram pelas planícies e vegetação altas, de repente ela teve um sobressalto ao avistar a poucos metros de onde ela se escondera, próximo uma moita de arbustos localizados na entrada da mata, quatro índios estava chegando, dois carregavam preso em um pedaço de madeira um veado morto. Tinham os rostos pintados de preto e vermelho, o peito, estavam nus, também com a mesma pintura, e a parte intima coberta pela minúscula tanga de pele de gamo. Carregavam alforje com enormes flechas pontiagudas e arcos presos aos ombros nus.
Com a respiração entrecortada, July estava completamente, chocada, que mal podia conter um grito de horror.
—Meu Deus! —ela gritou tampando a boca com as mãos para abafar o grito cheio de medo. Seus olhos percorreram o  chão ao seu redor a procura de algo para se defender, achou um pedaço de madeira e o arrastou-se ate onde ele se encontrava.
Segurando-o com ambas as mãos, July se preparou para o pior que poderia vir acontecer-lhe. Ouviu barulho às suas costas e olhou, viu que um deles estava em seu encalço. Ela se levantou  em disparada numa corrida desenfreada rio abaixo, tropeçou diversas vezes sem desistir  de escapar das garras dos índios, levantando e caindo ela seguiu em fuga, com a respiração ofegante, mas sempre continuando em frete até encontrar uma moita de salgueiro que se encontrava longe dali. As barras rendadas das saias se enroscaram nos galhos secos de uma arvore caída e rasgaram-se, um arranhão enorme em sua testa logo começou a jorrar sangue, a dor não impediu que ela continuasse sua fuga desesperada.
Gritos estranhos dos selvagens chegaram ate onde ela estava escondia, com a respiração suspensa ela pode perceber que eles a viram em fuga e embrenhar-se na mata, eram gritos roucos e selvagens, um medo enorme invadiu o coração de July.                                                                                                 De repente fez um silencio total, ofegante ela rezava baixinho, para que eles não a encontrassem ali escondida, sabia muito bem das historias horripilantes sobre os nativos selvagens, que seus pais lhe contavam quando ainda pequena. Tinha certeza que se eles a encontrassem iriam capturá-la e fizer dela sua prisioneira  e ate mesmo matá-la.
Ela continuava tentando controlar as batidas forte de seu coração, respirando com dificuldade, ate que a escuridão total veio e ela não viu mais nada. Alguns minutos se passaram, após ela ter novamente perdido a consciência, ate aquele momento em que ela começou a voltar a si. Soltou um grito de horror ao deparar com um par  de olhos incrivelmente negros que estavam encarando-a com toda sua plenitude. Deus ajude-me!Tudo isso poderia passar apenas de um terrível pesadelo do qual  eu irei acordar. Ela pediu em pensamentos. Seu maior desejo agora era estar juntos dos pais onde quer que eles estivessem,com certeza seria melhor do que estar ali sozinha. Ansiava pelo toque de carinho da mãe em seu rosto quando todas as noites ela ia a seu quarto desejar-lhe boa noite, o beijo carinhoso de seu pai...se pudesse voltar atrás antes de partirem naquela aventura.                                                                                                                                                     Num salto ela se levantou armando-se com o pedaço de madeira para se defender do índio que a encarava com a cara pintada com riscos de vermelho e preto. O índio tinha pernas longas e musculosas e estava vestido apenas com uma tanga e perneiras feita de pele de alce, nos pés um  par de mocassim de cano longo todo enfeitado de contas vermelhas e pretas, seus olhos capturavam os mínimos detalhes do índio a sua frente. Carregava preso ás costas uma aljava cheia de flechas feitas com muito cuidado, e perfeição, o arco se encontrava na mão direita, era um arco especial, diferente dos que já tinha visto antes. Seu corpo era todo pintado de riscas pretas e vermelhas, um corpo musculoso sem um pingo de gordura se quer, no braço direito havia um bracelete feito de couro com a figura de um lobo negro pintado a mão. Teria algum significado aquele símbolo do lobo? Como marca registrada do índio? Ela se perguntou admirada. Trazia preso no pescoço escultural, um colar confeccionado de contas na cor preta e vermelha,  conchas coloridas e uma enorme garra de urso presa por tiras de couro davam o retoque final. A cor de sua pele era de um bronzeado muito parecido com o cobre. Os cabelos se encontravam preso em duas longas tranças bem feitas, que atingiam até o meio da sua cintura forte e escultural, uma faixa feita de pele do  couro do lobo vermelho rodeava-lhe a cabeça e prendia uma cabeça curtida do Lobo Negro. Algo que só reparara na cabeça dele, seria o símbolo de que ele era o chefe daqueles índios que ali se encontravam? O rosto tinha três riscos de cada lado, alternados de preto e vermelho, outra marca registrada do índio o nariz aquilino, um rosto que parecia ser esculpido no cobre puro, maças salientes, o queixo bem modelado, e a boca era bem feita. Os olhos muito negros pareciam devorá-la. Ela sentiu um forte magnetismo fluir-se deles. July parecia hipnotizada por eles, se encontrava totalmente paralisada,                            não conseguia mover-se para tentar escapar e fugir dele. O tempo estava se passando, parecia até que seus olhares se congelaram, nenhuns dos dois conseguiam desviar o olhar, totalmente hipnotizada pela magia daquele momento de total reverênciamento entre eles. Ela não pode deixar de notar o pulsar das artérias no pescoço moreno do índio, o maxilar esquerdo ser fortemente prensado. Segundos se passaram e se transformaram em minutos intermináveis enquanto o medo ia cada vez aumentando em seu peito e começou a subir ameaçando sufocá-la. Até que July deu um passo para trás, pois fim naquele momento de pura magia. Sempre com o olhar sobre o selvagem, num ataque  mortal ela desferiu-lhe um golpe letal, sentiu ter acertado em cheio o braço esquerdo do índio. Viu um jato de sangue jorrar-se, e escorrer pelo corpo do selvagem, quando ele  o levara de encontro ao peito musculoso num gesto de aplacar a dor.                                                        Porém o índio revidou como um tigre feroz saltou encima dela, e com o braço bom a agarrou e jogou-a no chão duro cheio de pedras. Surpresa com a rapidez com que ele a nocauteou, ela passou a mão na boca ao sentir  gosto de sangue na garganta. Uma dor profunda  nas costas a fez notar o peso do corpo musculoso do seu captor, que se encontrava com as pernas uma de cada lado de seu corpo prensado no chão duro e frio.                                                                     July soltou um grito quando ele prendeu lhe os pulsos com mãos de aço, e forçaram-lhe a encará-lo. Seus olhos eram frios e parecia estar muito mais muito zangado. Ela tentou soltar-se, mas sentiu-se impossivelmente incapaz de fazê-lo. O rosto sombrio cur­vou-se para o seu mais e mais, até a respiração morna dos dois ficar entre ambas as bocas. July sentiu-se derreter-se diante daqueles olhos negros e perscrutadores.
De repente, ela começou a lutar desesperadamente tentando escapar do ataque do índio, e sai de debaixo  de seu corpo, porém ele era mil vezes maior e mais forte, jamais conseguiria escapar daquele maldito selvagem. Parou de lutar como uma criatura frágil e cansada presa a uma armadilha mortal. Seu captor parecia estar se divertido com ela, pois um leve meio sorriso em sua boca deixou transparecer  as bordas de dentes incrivelmente brancos, e perfeitos. Um sorriso encantador, ela pensou.
— Não! Não! — gritou  com todas suas forças que lhe restavam ainda.                                                                                                                                    Cerrou os punhos e, com uma força de que não se supunha capaz, pôs-se a golpeá-lo na tentativa de readquirir a liberdade.
Seus golpes acertaram o rosto pintado e ela viu a expressão feroz nos olhos negros do índio. O braço do selvagem continuava sangrando e ela teve a idéia de deferir um golpe naquele ferimento. Foi ai que ele a soltou, com um brado de dor ele caiu para trás... Ela levantou-se depressa e começou a correr para as margens do rio. Ele pareceu  surpreso com sua resistência e percebeu sua intenção de entrar no rio. Ele gritou em um inglês muito ruim.                                                                                                                                         — Perigo! Rio, perigo!                                                                                                                           July continuou entrando devagar no rio, sem se importar com o alerta do selvagem. Percebera as correntezas mais fortes do outro lado das margens, foi ai que ela entendeu a língua do selvagem, apesar de não se importar, pois de qualquer forma ela estava sem muita escolha mesmo naquele momento. Porem num minuto em que ela se distraiu. O índio deu um salto ate onde ela estava e a agarrou novamente, e levantando-a nos braços levou-a para fora do rio. O sangue começou a fluir novamente do corte em sua testa e começou a pingar no corpo do índio misturando-se com o dele que corria de seu braço machucado. Algo mágico aconteceu naquele momento, ela pode sentir no mais íntimo do seu ser.
Sentiu uma enorme satisfação de estar novamente presa por aqueles braços forte. Porem, o medo continuava a ameaçá-la, e ela começou a sair daquele estado de magia, pois precisava reagir novamente, mesmo sabendo que escapar do índio era algo que estava longe de acontecer. Ele era forte, muito bem treinado para capturar suas presas,  isso era um ponto a mais a favor dele. E ela era uma criaturinha frágil, com apenas dezessete anos de idade, que acabara de completar  duas semanas atrás antes de ela ter partido de navio com os pais.. Jamais se via capaz de escapar, mas iria lutar ate o último dia de sua vida.
O guerreiro a prendia com força entre seus braços, ela lutava para escapar, mas não conseguia, enfim, ele a colocou frente a frente com ele, novamente, o olhar dele parecia despir-lhe  a alma, e ela piscaram diversas vezes para diminuir aquela atração que começava a fluir em seu intimo, de novo. Será que ele estava sentindo o mesmo que ela?                                                                                     A magia passou subitamente, seu olhar se desviou por um momento, e ela o viu virar a cabeça para o lado para o lugar onde logo apareceram os outros membros do grupo, eram mais três guerreiros que tinham cada um sua personalidade e forma de se vestir e pitar os corpos. Aproximaram-se sem fazer o mínimo ruído e logo a encararam com um olhar de admiração. Ela viu-se rodeada por índios que pareciam encantados com a presa que seu amigo tinha entre os braços.
Seu captor, por um momento diminuiu a pressão dos braços ate eles se abrirem totalmente e cair ao longo do corpo. Mas ela parecia que se sentia amparada, protegida por ele. Olhou-o nos olhos como um pedido de ajuda, será que os outros seriam piores do que ele?Ele permanecia imóvel, olhando para ela com um ar de dominação, Seu olhar era intenso e penetrante, e isso doía-lhe ate no mais intimo de seus ser.
Ela não sabia se corria ou se continuava onde estava de repente um dos guerreiros que havia chegado naquele momento, deu um pulo e agarrou-lhe o pulso com força e com um sinal pediu para que o outro índio amarrasse as mãos dela para trás com um pedaço de corda. Não davam a impressão de querer matá-la, mas tinha certeza que daquele dia em diante sua vida estava por um fio, e isso a amedrontava cada vez mais.                                                                                                                                                                 July odiou o primeiro selvagem que a tinha apanhado, ele permanecia imóvel sem ao menos ajudá-la. Continuava a olhar para ela com uma impressão indecifrável no olhar. Ela tentou se soltar, mas o índio a segurava com muita força, e ouviu um tipo de implicação parecendo com um rosnado apenas. Continuava em pé e ereta, porém não conseguia mover os braços por mais que tentasse.
— Posso ficar com ela Lobo negro?— pediu um guerreiro em voz baixa.
July sentiu um forte arrepio percorrer-lhe o copo quando as mãos do índio percorreram-lhe o corpo, sentiu dedos fortes apertarem-lhe a cintura delgada.
— Não. Eu a encontrei, primeiro, e por isso caibo a mim como chefe, decidi- lhe seu destino. Ela mostrou coragem e espírito forte como jamais vi em outra mulher. Ela Terá a chance de merecer ou não viver com o povo Lakota.
A linguagem usada por eles era meio difícil de compreender, porem deu para ela entender que discutiam seu futuro.
— Mas você já tem a sua prometida, não foi o Grande feiticeiro mesmo que lhe disse que a sua vira há seu tempo? —replicou o guerreiro.
— Reflita bem, Lobo Negro. Eu preciso de uma esposa para semear minhas sementes, logo se sabe que devemos aumentar o nosso povo que estão cada vez mais reduzidos por causa das doenças trazidas pelos olhos brancos e pelas lutas com os casacos azuis. Esta mulher pode me dar muitos filhos. Vimos como ela e forte e lutou ate o fim contra a sua captura. Esta filha pálida da lua tem força e vigor para continuar meu espécime.
Lobo Negro manteve-se firme. Ao falar, sua voz, rouca e baixa, não escondia a angústia, pois tinha certeza que aquela mulher era a sua prometida vista na visão do feiticeiro, e jamais iria conceder a outro aquela mulher, que em seu coração seria a sua única esposa e mãe de seus muitos filhos.                                                                                                                 — É verdade. Alce Ligeiro, você disseste bem. Mas essa daí será conduzida ate nossa aldeia para que seja ouvida pelo povo. Ela servirá para ajudar as mulheres em seus trabalhos diários, com a colheita de frutos silvestres raízes. Também ajudará a cuidar das crianças pequenas, entregarei a Ursa Maior,minha mãe ,para que ela fique em sua tenda como sua escrava, e a ajudará a aprender os costumes de nossa cultura para que seja  igual as nossas mulheres da tribo .
Os outros índios o fitaram, sabendo-se que a ultima palavra era essa, pois o chefe era Lobo Negro e teriam que concordarem com ele.Com gestos de cabeça puseram fim naquela discussão. Porem Alce Ligeiro ficou muito ofendido com a decisão de Lobo Negro.
Tomando a corda nas mãos que Alce Ligeiro tinha amarrado July Lobo Negro deu um sinal para que começasse a nova caminhada de volta à aldeia. July começou a ser arrastada por ele, e por pouco não caiu ao tropeçar em uma pedra no meio do caminho. Os raios fracos do sol, filtrados por entre a copa das árvores, refletiam na pele das costas e parecia o acariciar-lhe como uma amante, realmente aquele era o mais belo de todos os homens que ela tinha visto em toda sua vida.                                                                                                                                                       Os olhos negros voltaram-se para olhá-la, e parecia penetravam-lhe a alma.  Tocando seu rosto com as pontas dos dedos, Lobo Negro perguntou-lhe:                                                                                                                     —Estas cansadas, Filha Pálida da Lua?
July se retraiu diante do toque suave e carinhoso dos dedos dele e respondeu com muita fúria no olhar.                                                                                                                                            —Meu nome é July Hunter,e não Filha Pálida da Lua,seu selvagem cretino!  Pele vermelha!                                                                                                                                                    Ele soltou um rosnado, feroz e com violência a puxou pela corda, a fazendo cair de joelhos no chão duro. Ouviu murmúrios amedrontadores acompanhados por ges­tos de cabeça. Observou as figuras ameaçadoras Dos outros índios, que pararam para esperar o desenrolar daquela cena. Dominada por uma apreensão mais angustiante do que aquela sentida quando considerava a morte uma coisa certa. As lembranças das historias sobre mulheres capturadas por selvagens vieram- lhe a mente.                                                                                                                                                                              Ele ajoelhou-se ao seu redor e resmungou  algo que se parecia para que ela lhe obedecesse para não acontecer-lhe o pior.                                                                                                                                                              Perplexa, ouviu o argumento raivoso de Lobo Negro, e se pôs de pé novamente. E todos se voltaram à caminhada na trilha no meio da selva.                                                                                                                                       Palavras excitadas soaram entre ele e os outros selvagens.                                                                                                                             Alce Ligeiro estudou-a com olhar perscrutador, e pode ver no seu olhar toda raiva contida neles por Lobo Negro, sorriu, isso era um ponto ao se favor, pensou,   e deu de ombros e saiu de perto deles.                                                  

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Verão Eterno
Valley of the Sun
Elizabeth Lowell
Coleção Momentos Intimos, nº 110
Série
Romances Nova Cultural, 1985
Rio quer estar com Laura, rir com ela, protegê-la. Mas além disso, quer tocá-la, descobrir a quente e suave textura daquele corpo de mulher. Provar do doce mel da boca macia, sentir a resposta úmida de seus sentidos, até ouvi-la gritar seu nome, envolta em ondas de prazer. Porém, Rio é um índio indomável como o vento que sopra no canyon, e sabe que Laura só pertencerá a um homem: aquele que conseguir desvendar o grande enigma de sua vida...
Mississippi, 1834

Escolhido para libertar... e para amar!
Falcão Veloz é o eleito de sua geração para tentar libertar seu clã de uma maldição lançada centenas de anos atrás. A oportunidade de cumprir essa difícil incumbência lhe é mostrada através de uma estranha visão, de uma linda jovem em perigo. Angelie está fugindo com seu irmão de um perseguidor implacável, e aceita a ajuda do forte e corajoso guerreiro. Falcão Veloz sabe que para romper a maldição ele deverá mostrar clemência para com o inimigo... mas clemência é a última coisa que Angelie encontra no desejo que vê brilhar nos olhos de Falcão Veloz, na paixão que sufoca sua própria alma e inflama seu corpo, e no amor intenso sem o qual ela não poderia mais viver!

Adorado Lobo – um intruso no eden

Adorado LoboKasey Michaels


Saga Família Colton – vol. 04

Título Original: Beloved Wolf (2001)

Resumo:

River James considerava os Colton como seu próprio sangue, tanto como seus ancestrais índios. Havia sido joe Colton quem tinha tirado do inferno aquele jovem e lhe havia dado o paraíso: um lar, uma família e um futuro. Mas todo paraíso tem sua Eva. Nesse caso, esta era Sophie, a adorada filha de Joe.
River estava desconcertado pela incrível atração que sentia por ela, assim, que havia decidido que o mais conveniente seria evitá-la. Mas Sophie tinha voltado uma mulher feita e mais bela do que nunca... ainda que detrás desta beleza se escondesse uma enorme tristeza que River conhecia muito bem.
Estava seguro de que poderia ajudá-la, o que não sabia era se depois poderia se poderia protegê-la dele.

Caminhando Nas Chamas



Uma jovem pioneira, um forte índio lakota e uma terra onde os dois precisam começar um legado

O índio bateu no peito com a mão fechada e repetiu:
— Conhecer Deus aqui. — Abrindo a mão, tocou a têmpora:
— Precisar Deus aqui. Missionário fala esse livro ensinar Deus, Você ensinar.
Capturada por um sioux lakota, numa campina do Nebraska, Jesse King se perguntava como iria adaptar-se à vida entre os índios:


Mas como ela ora por uma fé sustentadora, descobre a misericórdia compassiva de Deus em sua amizade com uma índia e em seu amor pelo valente sioux, Cavalga o Vento.
Encontrando uma paz inesperada e um senso de pertencer à tribo, Jesse aprende que os sioux lakotas têm uma linda cultura.
E ao aprender a amar essa cultura, torna-se para sempre dividida entre dois mundos.

**Este livro é uma narrativa extraordinária de uma pioneira que ama, sofre e triunfa em sua fé.
Caminhando nas Chamas leva você de um carroção na campina a uma tenda, de um forte na fronteira a uma nova capital do estado em crescimento.
Primeiro de uma série, Caminhando nas Chamas é uma linda e sensível história de amor, bem como uma aventura emocionante.